Causas, sintomas e tratamento de labirintite. Informação sobre os diversos tipos de labirintite, como labirintite aguda, crônica e esclerosante


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Tratamento clinico da vertigem e outras tonturas

Os especialistas propõem que a administração de substâncias medicamentosas no tratamento da vertigem e de outras tonturas é valiosa, quase sempre imprescindível, podendo ser utilizada em todos os tipos de tontura de origem vestibular, sendo que o objetivo do tratamento medicamentoso é a recuperação do equilíbrio, com a diminuição da instabilidade postural estática e dinâmica e a melhora da tolerabilidade aos movimentos realizados diariamente pelos pacientes.
Os médico de primeira linha podem tratar as vertigens originadas por medicamentos, fisiológicas, vertigem posicional paroxística e casos simples de labirintite. Quando a história e o exame do paciente não revelam o diagnóstico de um desses distúrbios, há a necessidade de encaminhamento ao otorrinolaringologista ou neurologista para uma investigação mais completa na busca da etiologia e de seu tratamento específico. Se há certeza que as tonturas ou vertigens não refletem patologias que exijam encaminhamento para maiores investigações, é importante tranqüilizar o paciente de que esses sintomas não ocorrem devido uma doença grave.
Nos distúrbios vestibulares periféricos, as drogas mais comumente usadas são antihistamínicos, anti-colinérgicos e hipnótico-sedativos, nesta ordem de preferência, conforme a intensidade do quadro. Nas vertigens fisiológicas, mais especificamente na cinetose, a prevenção física envolve treino vestibular para promover a habituação central. É reduzida de maneira significativa quando se amplia o campo de visão ambiental durante a aceleração do veículo. Drogas anti-cinetóticas como a hioscina e o dimenidrato são efetivas na prevenção de tais sintomas. Pessoas suscetíveis a apresentar vertigens em tais alturas devem procurar evitar situações críticas.

Vertigens Fisiológicas

A cinetose é caracterizada por náuseas e mal-estar desencadeados por uma aceleração corporal não-familiar ao indivíduo, tais como as que podem ser experienciadas em diversos tipos de transportes como carro, navio, avião ou trem. A vertigem das alturas afeta algumas pessoas que, quando em lugares altos, manifestam uma instabilidade subjetiva de postura e locomoção associada com medo de queda e alterações vegetativas.

Vertigens por drogas

As drogas ototóxicas, como os antibióticos aminoglicosideos, pode produzir lesão labirínticas bilateral. O paciente fica muito dependente dos estímulos visuais e o seu equilíbrio piora quando é solicitado a deambular com os olhos fechados. Outras drogas cuja intoxicação leva a vertigem são os anticonvulsivantes, que também pode produzir nistagmo e ataxia, senso que os salicilatos levam a zumbido e vertigem, podendo ocorrer hipoacusia. A retirada dessa últimas drogas reverte os sintomas.

Paroxismo vestibular (Vertigem Postural Incapacitante)

Uma causa possível do Paroxismo vestibular é a compressão neurovascular cruzada da zona de origem da entrada do nervo vestibular. A vertigem postural incapacitante descreve uma heterogeneidade de sinais e sintomas, e não uma entidade patogênica com um diagnóstico confiável. No entanto, segundo HERDMAN (2002), foram propostos os seguintes critérios:
  • episódios curtos e freqüentes de vertigem rotatória ou para trás ou para a frente, que duram entre segundos e minutos;
  • os episódios geralmente dependem de posições cefálicas particulares e a modificação da sua duração ocorre através da alteração desta posição;
  • hipoacusia e/ou zumbido permanentes ou durante o episódio;
  • déficit auditivo ou vestibular mensurável por métodos neurofisiológicos;
  • resposta positiva a um fármaco anti-convulsivante.

Vertigem Postural Paroxística Benigna

É o tipo mais comum dos Distúrbios Vestibulares Periféricos. Neste tipo de vertigem ocorre um desprendimento de cristais minerais das células ciliares do órgão otolítico utricular, que flutuam livremente no canal semicircular posterior ou aderem à cúpula deste canal. Em geral, não é encontrada a causa, mas este distúrbio pode ser devido a trauma, infecções virais ou alterações isquêmicas ou degenerativas, sendo que um distúrbio labiríntico pode ser complicado por diminuição da acuidade visual, espondilose cervical ou problemas ortopédicos, embora especialmente no idoso, vertigens e quedas tenham etiologia multifatorial. Um paciente de Vertigem Postural Paroxística Benigna se queixa de episódios breves de vertigem, precipitados por uma alteração rápida na posição da cabeça, de modo que movimentos da cabeça para um lado, geralmente ao virar na cama, deitar ou levantar, olhar para cima ou curvar-se, provocam ataques de vertigens com duração de alguns segundos, não havendo alterações auditivas e após um ataque mais intenso, uma sensação de desequilíbrio pode persistir por horas. Os ataques cessam em algumas semanas ou poucos meses, na medida em que os cristais se dissolvem na endolinfa, podendo haver recorrência e, nos pacientes idosos, persistência.
Na maioria dos casos, essas posições cefálicas envolvem a extensão rápida do pescoço, geralmente com a cabeça virada para um dos lados, ou as inclinações cefálicas laterais na direção do aparelho vestibular afetado. Os sintomas são geralmente reproduzidos quando o paciente vira de um lado para o outro, embora comumente seja identificada pelo indivíduo a posição cefálica ofensiva.