Causas, sintomas e tratamento de labirintite. Informação sobre os diversos tipos de labirintite, como labirintite aguda, crônica e esclerosante


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Tratamento de labirintite e neurite vestibular

Neurite vestibular aguda é geralmente tratada sintomaticamente, ou seja, os medicamentos são dados para as náuseas (anti-eméticos) e para redução de tonturas (supressores vestibulares). Medicamentos típicos utilizados são "Antivert (meclizina)", "Ativan (lorazepam)", "Phenergan", "Compazine", e "o Valium (diazepam)". Quando existe suspeita de uma infeção por vírus do herpes, pode ser utilizado um medicamento chamado "aciclovir" ou um desta familia.
Esteróides (prednisona, metilprednisolona ou decadron) também são utilizados em alguns casos. Strupp e outros (2004) relataram recentemente que os esteróides (metilprednisolona por 3 semanas) melhoraram significativamente a recuperação da função vestibular periférica em pacientes com neurite vestibular, enquanto valaciclovir não. Todos os pacientes também receberam um medicamento anticolinérgico (pirenzepine). Efeitos colaterais foram encontrados, incluindo uma úlcera gástrica de um paciente e a indução de diabetes em dois outros. Strupp e co-autores não indicam um mecanismo para o efeito positivo de esteróides.
Labirintite aguda é tratada com os mesmos medicamentos que a neurite vestibular, além de um antibiótico como amoxicilina, se houver evidências de uma infeção do ouvido médio (otite média), tais como dor de ouvido e um exame auditivo anormal sugerindo fluido, vermelhidão ou pus por trás do tímpano. Ocasionalmente, especialmente para pessoas cuja náuseas e vômitos não podem ser controlados, uma admissão ao hospital é feita para tratar a desidratação com fluidos intravenosos. Geralmente a permanência no hospital é breve, apenas o tempo suficiente para hidratar o paciente e iniciá-lo numa medicação eficaz para evitar vômitos.
O paciente normalmente leva 3 semanas para se recuperar de neurite vestibular ou labirintite. A recuperação ocorre devido a uma combinação do corpo que combate a infeção, e do cérebro que se acostuma com o desequilíbrio vestibular (compensação). Algumas pessoas experimentam a vertigem persistente ou desconforto nos movimentos da cabeça, mesmo depois de decorrerem 3 semanas. Depois de três meses, os testes (ou seja, uma ENG, audiograma, VEMP, e outros) são indicados para ter a certeza de que este é realmente o diagnóstico correto, e um encaminhamento para um programa de reabilitação vestibular pode ajudar a recuperação plena.

E se eu tiver labirintite?

Labirintite (inflamação do labirinto do ouvido interno) ocorre quando o nervo que vai para o ouvido interno é infectado por um vírus ou bactéria. O médico muitas vezes pode determinar a causa da sua infecção e otimizar o melhor tratamento médico, se ele for diagnosticado cedo. Danos no nervo do ouvido interno afeta seu equilíbrio e audição. Quando o nervo está danificado, você pode ter tontura, vertigem (sensação de girar), falta de equilíbrio e alterações na audição.
Os sintomas de dano no ouvido interno podem variar de leve a grave. No início (primeiros 1 a 3 dias), as pessoas normalmente  sentem que estão girando, têm dificuldade em concentrar-se, sentem zumbido no ouvido ou perda auditiva, e também podem queixar-se de náuseas e vômitos. Com o tempo, a vertigem pode transformar-se em tontura (principalmente durante os movimentos da cabeça rápidos) e alterações no equilíbrio.
Os sintomas também podem começar com tonturas e diminuição do equilíbrio.

O que posso fazer com a minha labirintite?
A recuperação é gradual ao longo de várias semanas, e a fisioterapia pode ajudar a melhorar de modo mais rápido. Ao usar as informações de seus ouvidos internos para manter o equilíbrio, seu cérebro precisa de ambos os ouvidos para que esta função funcione devidamente. Se um dos ouvidos não estiver a funcionar bem devido a uma infecção ou lesão do nervo, seu cérebro terá de aprender a interpretar a informação. Seu fisioterapeuta pode necessitar de recorrer a exercícios para ajudar a ajustar as alterações em seu ouvido interno. Os exercícios são muito eficazes e é normal ter tonturas enquanto você está fazendo seus exercícios. Seu fisioterapeuta irá criar um programa de equilíbrio e exercícios especiais especificamente para você.

Tratamento dos sintomas da labirintite

A primeira parte do tratamento consiste em aliviar o sintoma: a tontura.
Para isso, são utilizados medicamentos sedativos bem como repouso quando necessário.
Os medicamentos hoje disponíveis podem ser agrupados em moduladores de fluxo sanguíneo, vasodilatadores, bloqueadores de canais de cálcio, anticonvulsivantes, antidepressivos, etc. Cada uma dessas drogas tem local diferente de atuação, bem como diferentes indicações. Uma droga que funciona muito bem no jovem, pode ser contra indicada no idoso e assim por diante. Nenhum desses medicamentos é isento de efeitos colaterais, portanto não aceite medicação de leigos, procure o seu médico otorrinolaringologista.
O tempo de tratamento vai depender da causa da doença e da sensibilidade individual do paciente.

Tratamento da causa da labirintite

O tratamento da causa da labirintite é aquele que investiga e trata o problema que gerou a doença do labirinto. O tratamento sintomático produz alívio dos sintomas, mas eles podem voltar se sua etiologia não for tratada.
O tratamento etiológico está baseado na investigação dos fatores de risco, que são os problemas metabólicos, infecciosos, reumáticos e anatômicos. Depois de um interrogatório clínico, onde o médico procura encontrar possíveis causas do problema, poderão ser feitos exames para obter alterações que levem ao sintoma de vertigem ou tontura. Os exames complementares são de audição e equilíbrio, de sangue e radiológicos.
Após confirmação do diagnóstico o médico inicia o tratamento, que pode ser feito pelo otorrinolaringologista ou outro especialista, de acôrdo com o problema apresentado.

Tratamento clinico da vertigem e outras tonturas

Os especialistas propõem que a administração de substâncias medicamentosas no tratamento da vertigem e de outras tonturas é valiosa, quase sempre imprescindível, podendo ser utilizada em todos os tipos de tontura de origem vestibular, sendo que o objetivo do tratamento medicamentoso é a recuperação do equilíbrio, com a diminuição da instabilidade postural estática e dinâmica e a melhora da tolerabilidade aos movimentos realizados diariamente pelos pacientes.
Os médico de primeira linha podem tratar as vertigens originadas por medicamentos, fisiológicas, vertigem posicional paroxística e casos simples de labirintite. Quando a história e o exame do paciente não revelam o diagnóstico de um desses distúrbios, há a necessidade de encaminhamento ao otorrinolaringologista ou neurologista para uma investigação mais completa na busca da etiologia e de seu tratamento específico. Se há certeza que as tonturas ou vertigens não refletem patologias que exijam encaminhamento para maiores investigações, é importante tranqüilizar o paciente de que esses sintomas não ocorrem devido uma doença grave.
Nos distúrbios vestibulares periféricos, as drogas mais comumente usadas são antihistamínicos, anti-colinérgicos e hipnótico-sedativos, nesta ordem de preferência, conforme a intensidade do quadro. Nas vertigens fisiológicas, mais especificamente na cinetose, a prevenção física envolve treino vestibular para promover a habituação central. É reduzida de maneira significativa quando se amplia o campo de visão ambiental durante a aceleração do veículo. Drogas anti-cinetóticas como a hioscina e o dimenidrato são efetivas na prevenção de tais sintomas. Pessoas suscetíveis a apresentar vertigens em tais alturas devem procurar evitar situações críticas.

Tratamento da labirintite

Não existe um tratamento "adequado" para labirintite. Existe um tratamento adequado para a pessoa que apresenta certos sintomas que podem ser labirintite. Para se chegar ao tratamento mais adequado é preciso consultar um profissional de saúde, ser examinado e, se for necessário, fazer exames, pois existem várias causas de labirintite. Ai sim, descobrindo-se a causa se poderá tentar um tratamento. O que fazer enquanto não consulta: Evite os maus hábitos. O cigarro, o álcool e o excesso de cafeína podem influenciar negativamente na tontura e no zumbido; faça exercícios físicos. Está cientificamente provado que o exercício bem indicado melhora os níveis de colesterol e triglicérides no sangue, diminui o risco de doenças cardíacas, previne a obesidade e fortalece a musculatura. Evita problemas metabólicos e, portanto, a tontura. A caminhada é a melhor opção; fracione a sua dieta. Procure alimentar-se a cada três horas, evitando grandes quantidades de comida. O excesso de sal e açúcar não são recomendados. Abuse das frutas, legumes, leite e verduras; tome muito líquido. São recomendados dois litros de água por dia. A maior filtração renal elimina as toxinas acumuladas pelo organismo; RELAXE. O stress piora qualquer condição orgânica, inclusive a tontura. Procure ter alguns momentos reservados para o seu lazer.