Causas, sintomas e tratamento de labirintite. Informação sobre os diversos tipos de labirintite, como labirintite aguda, crônica e esclerosante, com propostas de tratamento natural, médico e alternativo, assim como dicas de uma alimentação adequada de modo a prevenir e evitar labirintite.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Reabilitação vestibular

Especialistas descrevem a Reabilitação Vestibular como a opção terapêutica que se destaca pela utilização de mecanismos fisiológicos estimulantes do sistema vestibular, pelo ganho de autoconfiança do paciente na realização das atividades do dia-a-dia, pelos bons resultados obtidos, por não apresentar os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos e pela praticidade com que é efetuada, podendo ser realizada por meio de exercícios específicos, de manobras mecânicas aplicadas pelo Fisioterapeuta no paciente vertiginoso e, também, pela estimulação elétrica na região cervical paravertebral. A indicação da técnica de Reabilitação Vestibular depende principalmente dos déficits encontrados ao exame físico e à avaliação otoneurológica, da doença vestibular e da respectiva fase de apresentação clínica.
O esclarecimento do paciente em relação aos procedimentos empregados na Reabilitação Vestibular é fundamental, pois há possibilidade de se apresentar tontura e enjôo, geralmente leves e passageiros, durante a execução dos movimentos. O acompanhamento do paciente é essencial para o bom desempenho terapêutico.
Retornos freqüentes devem ser realizados para o seguimento do caso clínico, para a confirmação diagnóstica e a possível mudança de conduta. Antes da realização dos exercícios é importante verificar a presença de alterações físicas e emocionais que possam contra-indicar a execução destes. Recomenda-se, ainda, a avaliação do equilíbrio corporal como um todo.
Tornam-se necessárias, por vezes, não somente a avaliação e a intervenção fisioterapêutica, mas também neurológica e oftalmológica, a fim de adicionar informações importantes à complementação da conduta terapêutica voltada à reabilitação do equilíbrio.
Na fase aguda da vertigem, os exercícios vestibulares podem agravar o quadro clínico. Nessa fase, a eletroestimulação cervical paravertebral pode ser muito útil, pois objetiva a substituição das informações diminuídas e inadequadas originadas do labirinto lesado por informações proprioceptivas da região cervical. As manobras terapêuticas para a Vertigem Postural Paroxística Benigna são a manobra liberatória de Semont, a manobra de reposicionamento dos debris de estatocônios de Epley, os exercícios de Brandt & Daroff e a manobra de Lempert. As manobras terapêuticas variam de acordo com o canal semicircular acometido. Os exercícios de Herdman (1990 a 1996) para incrementar a adaptação vestibular são propostos para aumentar o ganho do reflexo horizontal e vertical e a tolerância aos movimentos da cabeça. São utilizados para a hipofunção unilateral. Os exercícios para incrementar a estabilização da postura estática e dinâmica podem ser utilizados para pacientes com desequilíbrio e/ou quedas. Os exercícios para incrementar a estabilização do olhar visam potencializar o reflexo cervico-ocular e a função residual do reflexo vestíbulo-ocular. São indicados para pacientes com disfunção vestibular bilateral, que apresentam dificuldade para manter o equilíbrio de pé ou andando e/ou com oscilopsia. Os resultados da Reabilitação Vestibular podem ser influenciados por fatores como idade, integridade funcional do sistema nervoso central, disposição individual e disponibilidade de tempo para executar os exercícios.

Tratamento clinico da vertigem e outras tonturas

Os especialistas propõem que a administração de substâncias medicamentosas no tratamento da vertigem e de outras tonturas é valiosa, quase sempre imprescindível, podendo ser utilizada em todos os tipos de tontura de origem vestibular, sendo que o objetivo do tratamento medicamentoso é a recuperação do equilíbrio, com a diminuição da instabilidade postural estática e dinâmica e a melhora da tolerabilidade aos movimentos realizados diariamente pelos pacientes.
Os médico de primeira linha podem tratar as vertigens originadas por medicamentos, fisiológicas, vertigem posicional paroxística e casos simples de labirintite. Quando a história e o exame do paciente não revelam o diagnóstico de um desses distúrbios, há a necessidade de encaminhamento ao otorrinolaringologista ou neurologista para uma investigação mais completa na busca da etiologia e de seu tratamento específico. Se há certeza que as tonturas ou vertigens não refletem patologias que exijam encaminhamento para maiores investigações, é importante tranqüilizar o paciente de que esses sintomas não ocorrem devido uma doença grave.
Nos distúrbios vestibulares periféricos, as drogas mais comumente usadas são antihistamínicos, anti-colinérgicos e hipnótico-sedativos, nesta ordem de preferência, conforme a intensidade do quadro. Nas vertigens fisiológicas, mais especificamente na cinetose, a prevenção física envolve treino vestibular para promover a habituação central. É reduzida de maneira significativa quando se amplia o campo de visão ambiental durante a aceleração do veículo. Drogas anti-cinetóticas como a hioscina e o dimenidrato são efetivas na prevenção de tais sintomas. Pessoas suscetíveis a apresentar vertigens em tais alturas devem procurar evitar situações críticas.

Postagens populares

ACOMPANHE OS ARTIGOS DO BLOG NO SEU EMAIL